Aqueles que não são virtuosos sob o olhar público são punidos pelos homens; os que não são virtuosos na obscuridade são punidos pelos espíritos. Um tomo de conhecimento dos mortos, meio livro dos caminhos proibidos. Ou se suporta a injustiça do mundo, ou se torna o soberano do mundo. Entre o brilho das lâminas e o som das espadas, ele busca a verdade—
Matar deve ser feito com rapidez e precisão, nunca de forma hesitante ou arrastada. Aproveite sempre o momento oportuno: se o inimigo está desatento, ataque; se pode agir antes, faça-o; se pode derrotar com um só golpe, não hesite; se pode exterminar até o último, não poupe ninguém. O que importam lendas de guerreiros de vestes brancas, duelos no topo de montanhas, regras da confraria ou mitos do mundo das armas? Tudo isso é fantasia; um assassino não é ator, não encena truques para conquistar fama efêmera. O único critério para o assassino supremo é sobreviver – e sobreviver por muito tempo.
Todos os “Reis dos Passos Solitários” instruíram seus descendentes dessa maneira, e agora, Xangong Fa repete as mesmas palavras aos seus filhos.
Primeiro mandamento do assassino: só ataque quando tiver certeza, busque sempre vantagens de tempo e lugar; estar escondido é o maior trunfo. Mesmo que o alvo seja um mendigo paralítico, trate-o como o mais habilidoso dos mestres: aproxime-se em silêncio, mate-o pelas costas com um único golpe.
Sente vergonha? Não deveria. O mendigo não se envergonha, pois já está morto – e há uma chance, mesmo que mínima, de que seja um grande mestre disfarçado, esperando induzir você à armadilha.
“Estratégia não é demais para o guerreiro”; o general que vence é o bom general, pouco importa os métodos. Seus soldados agradecem as artimanhas, pois são elas que lhes permitem sobreviver e colher os frutos da vitória.
O verdadeiro general só ataca pelos flancos ou pela retaguarda; apenas tolos arrogantes falam em duelos frontais.