No princípio dos tempos, quem transmitiu o caminho? No obscurecimento profundo, quem poderia sondar seus limites? O fim da civilização é uma guerra infinita, ou a coexistência harmoniosa sob a ordem divina? Nas vastas galáxias, um vestígio de civilização permanece; a esperança não se apaga, e a busca é incessante!
Ano 106 da Era da Grande Catástrofe Transdimensional, planeta Desolação, província do Noroeste.
No subúrbio norte da Cidade do Rio Distante, abrigos cinzentos e brancos se erguem como colônias de cogumelos após a chuva, agrupados de maneira irregular, amontoados e frágeis, mas pulsantes de vida.
Cada abrigo possui uma cúpula metálica especial no topo, capaz de acumular energia durante tempestades de energia pura e formar uma camada de ionização, protegendo-os da pura aniquilação dessas tempestades.
Bam! Bam! Bam!
Um policial careca, de uniforme vermelho e óculos escuros, segurava um bloco eletrônico na mão esquerda, um cigarro amarelado entre os dedos, e batia com o punho direito três vezes na porta de liga metálica à sua frente, fazendo o abrigo tremer levemente.
"Morador de número 56918, favor atender ao interrogatório de rotina!"
Bip!...
Um som eletrônico agudo soou e a porta se abriu.
Um jovem elegantemente vestido com terno completo e uma antiga capa preta apareceu no umbral. A gola da capa estava cheia de bolinhas de pelo, mas o rapaz exalava um ar claro e radiante, um charme irresistível.
"Nome?!" O policial careca, alto e robusto, perguntou impaciente.
"Senhor policial! Minha casa tem campainha!" O jovem respondeu sem se humilhar, sorrindo, encarando o policial de igual para igual, sem perder presença.
"Fim do Mundo! Você já está fichado na delegacia, cuidado para não ficar preso da próxima vez!" A voz do policial soava ameaçadora.
"De acordo com o