Era dos Segredos Mágicos

Era dos Segredos Mágicos

Autor: Norte absoluto

"Era" é um mundo onde vapor, magia, máquinas, alquimia e poderes extraordinários coexistem. Quando Luke, recém-chegado de outro mundo, com o rosto coberto, teve uma arma apontada para a cabeça por um agente secreto do Império, decidiu contar uma mentira. Assim, tornou-se o chefe dos investigadores do Departamento de Inteligência da região do Cabo do Império do Escudo Dourado. Conhecedor da trama, Luke só queria sobreviver neste mundo prestes a mergulhar no caos, ganhar algum dinheiro e materiais para lançar palavras secretas que aumentariam seus poderes. Ele roubava, sequestrava, extorquia, cometendo crimes com o roteiro da história em mãos, mas jamais imaginou que, ao assaltar um navio imperial carregado de ouro, acabaria por desvendar o maior caso de contrabando da história do Império. Como um “falso” chefe de investigação, com uma ordem de promoção em mãos, Luke sentia-se completamente perdido...

Era dos Segredos Mágicos

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Capítulo Um: Diga, você é um coelho

“Quando a má sorte chega, até água fria entala nos dentes.”

Atropelado.

Transportado para outro mundo.

Ao chegar, é capturado.

Por quê?

Não faço ideia.

Luke sentia que estava amarrado a uma cadeira de ferro gelada. Um capuz cobria sua cabeça, tudo era escuridão. O interior de juta do capuz roçava em sua pele, pegajoso e oleoso, com um cheiro de sangue podre invadindo suas narinas.

Ao lado, ouvia-se o estalo de chicotes, e alguém gritava de dor e chorava desesperado.

“Fale! Onde está o objeto?” berrou uma voz áspera.

A pessoa sob tortura implorou, aflita: “Eu realmente não sei do que você está falando! Por favor, não me bata mais, me deixe ir... Eu sou só um ladrãozinho. Todo meu dinheiro está escondido no ninho de pássaro da estátua, ao leste da Praça Bottu. Pode ficar com tudo... só me liberte...”

O homem da voz áspera pareceu consultar outro: “Acho que ele realmente não sabe...”

Um tiro ecoou!

O ladrão que implorava silenciou para sempre.

O homem de voz áspera disse: “Agora só resta um último suspeito. Se ele também não for quem roubou... Todos seremos punidos.”

Nesse momento, uma voz feminina respondeu: “Não, nós não seremos punidos. Ele vai nos dizer onde está o objeto...”

“Você tem certeza de que foi ele quem roubou? Por que interrogar outros?”

A mulher respondeu: “Os demais só não colaboraram. Basta confessar e dizer que o objeto foi atirado no Rio Lime, daí se vão ou não recuperá-lo, já não é mais problema da Agência Secreta. Claro, talvez tenha sido jogado em outro loc

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