Nos arredores da cidade de Hao, no final da dinastia Yuan, Zhu Yuanzhang encontrou um jovem, e a partir daquele momento o imperador Hongwu ganhou um braço direito. Comandou tropas contra os Yuan, atravessou o Yangtze, derrotou Chen Youliang e atacou Zhang Shicheng. Fundou a dinastia Ming, restaurou Yan e Yun. Estou em todos os lugares. Assim, com a fundação de Hongwu, não restaram arrependimentos. Os alicerces da Ming tornaram-se tão sólidos quanto muralhas de ouro e ferro. Em relação ao caso do Pequeno Rei Ming, precisamos adotar uma estratégia em quatro fases. Primeiro, declaramos que nada aconteceu. Em seguida, admitimos que talvez tenha ocorrido algo, mas não é necessário agir. Depois, sugerimos que talvez devêssemos tomar alguma atitude, porém lamentamos não poder fazer nada. Por fim, expressamos pesar pelo sacrifício do Pequeno Rei Ming, dizendo que teria sido melhor se tivéssemos feito alguma coisa desde o início. Alguém perguntou: como, sendo o principal confidente do fundador, conseguiu evitar tempestades políticas e desfrutar de uma vida longa e tranquila? Zhang Ximeng respondeu com humildade: “Sou apenas um instrumento humilde da sociedade Ming, destinado a receber os frutos do pensamento profundo do imperador fundador!”
Na estrada empoeirada, duas crianças, uma maior e outra menor, avançavam lentamente. Ao lado delas, estendia-se um campo desolado, com apenas algumas árvores dispersas, solitárias, cujas cascas haviam sido quase totalmente arrancadas pelos famintos para saciar o estômago; na primavera seguinte, aquelas árvores já não brotariam mais. Até mesmo a relva no solo quase desaparecera.
Sem nada para comer, o rapaz movia-se com dificuldade, cada passo lhe custava um esforço imenso... De repente, pareceu pisar em algo, escorregou e caiu pesadamente no chão. O pequeno atrás dele assustou-se, ajoelhou-se depressa e puxou-lhe o braço com força, tentando ajudá-lo a se levantar.
— Não... não desperdice suas forças — murmurou o rapaz, com voz fraca, o sopro quase sumido, chamando o pequeno para mais perto.
— Mu Ying, eu... eu não aguento mais. Vai... segue para o leste, para Haozhou. Enquanto houver um fio de vida, não pare... Talvez ainda haja uma chance de sobreviver.
Assim que terminou, a vista escureceu e ele desmaiou.
Não se sabe quanto tempo passou até que abriu os olhos e viu o pequeno ainda deitado ao seu lado, grandes olhos negros fixos nele. Quando percebeu que o rapaz acordara, Mu Ying sorriu radiante, apesar das lágrimas ainda presas ao rosto.
O rapaz sentiu-se impotente. Que tolo! Ficar aqui comigo é assinar a própria sentença!
— Mu Ying, escuta bem: vai logo! Se encontrares alguém bondoso, podes sobreviver... — insistiu.
A criança não se mexeu, apenas continuou a fitá-lo, teimosamente.
— Por que não me obedeces? Só se s