O gerente de origem chinesa foi nomeado para comandar uma equipe da NBA há muito considerada uma das piores da liga. No draft de 2009, sua escolha surpreendeu a todos, e posteriormente revelou-se como a contratação mais grandiosa da história. No mercado de agentes livres de 2010, repleto de estrelas, sua equipe parecia não obter nada, mas ele conseguiu garantir o alicerce de uma futura dinastia. Em 2011, uma negociação desfavorável trouxe consigo um plano oculto, que um ano depois deixou todos estupefatos. Em 2012, ao ver os resultados da equipe melhorarem, ele voluntariou-se para acumular o cargo de treinador, conduzindo o time a uma sequência de vitórias cada vez mais impressionante. Em 2014, ele foi ainda mais longe: comprou a equipe e tornou-se o proprietário, iniciando a jornada rumo ao título de campeão. Vinte anos depois, tornou-se o segundo asiático a ser admitido no Hall da Fama do Basquete Naismith. Carregava consigo títulos como “Melhor Treinador”, “Melhor Gerente”, “Gestor Mais Popular”, e era reconhecido como um dos quinze maiores treinadores da NBA. A revista Time realizou uma entrevista com ele: “Como gerente e treinador da equipe mais bem-sucedida da segunda década do século XXI, quais são suas impressões sobre esses dez anos?” “Só posso dizer que, no começo, eu realmente só queria perder de propósito.” “Perder de propósito é um caminho inevitável para o sucesso de uma equipe.” “É verdade, mas esse caminho acabou impedindo meu próprio sucesso.” “Você acha que ainda não alcançou sucesso suficiente?” “Passo meus dias acompanhando um grupo de homens perseguindo uma bola de couro. Onde está o sucesso nisso? Eu tinha sonhos muito maiores…” Com grandes aspirações, Ming Congda ergueu o olhar em um ângulo de quarenta e cinco graus, contemplando o teto, e lembrou-se daquela tarde, quando acordou de sua soneca e iniciou sua jornada de reconstrução.
O som estridente do despertador ecoava ao lado de sua cabeça.
Min Congda acordou sonolento, estendendo a mão para procurar o celular na mesa de cabeceira.
Tateou várias vezes, mas não encontrou o aparelho, enquanto o toque insistente continuava.
— Onde está meu celular?
Ergueu-se e abriu os olhos, percebendo que ao redor tudo estava escuro.
— Por que o quarto está tão escuro...? Droga, dormi demais!
A confusão se dissipou num instante e Min Congda despertou totalmente, alarmado.
Ontem, para preparar-se para a inspeção do superior, passou a noite inteira na empresa elaborando relatórios.
Como o gerente de clientes mais insignificante da agência, sem conexões ou influência, ele ficou com esse trabalho ingrato.
Diante do amontoado de documentos acumulados ao longo dos anos, Min Congda navegou e tapou buracos, lutando até às oito da manhã.
Já era tarde para voltar para casa, então continuou direto no trabalho, sustentando-se apenas com chá forte.
Na hora do almoço, sentiu a cabeça leve, os pés flutuando e a luz do sol parecia cortante.
A alma quase abandonava o corpo; se não dormisse logo, talvez nunca mais acordasse.
Correu para casa a fim de tirar um cochilo e recuperar-se.
Como ainda tinha muitos afazeres à tarde, programou o despertador para uma e vinte.
Estendeu a mão para acender a luz na parede, mas não encontrou nada.
— Cadê o interruptor? Até o interruptor sumiu?
Min Congda começou a sentir-se inquieto. O quarto que alugava era pequeno; conhecia cada canto, mesmo de olhos fechados.