Renascido no início do milênio, em uma ilha rural, este é o lugar no leste do país onde os primeiros raios de sol despontam. Não há telefones celulares, nem computadores, nem lojas de chá, nem grandes shoppings... Existem apenas inúmeras paisagens naturais intocadas e o encanto simples da vida no campo, além dos sonhos puros e sinceros dos jovens, que se entrelaçam com o calor humano genuíno. Juntos, eles vão à escola, pescam no mar, pescam peixes, apanham caranguejos, brincam com gatos, aventuram-se nas florestas, cozinham ao ar livre, procuram abrigo da chuva, caminham pelas trilhas rurais, constroem bases secretas, fazem promessas para o amanhã e para o futuro... Na vida passada, Fang Wei era exausto e perdido. Agora, vivendo uma segunda vez, ele cavalga as ondas de uma nova era, mas se deixa envolver pelo cotidiano singelo e prazeroso da ilha rural. “Você sabe qual é o lugar mais distante do mundo?” “Qual é?” “Um mundo maravilhoso, uma juventude radiante.” “Mas isso não está ao nosso alcance?” “Está, sim.” Os sonhos e a realidade dos jovens, a solidão e a amizade, os laços e as dúvidas — tudo isso se desenrola na aldeia cercada pelo mar azul, inaugurando um novo capítulo repleto de brilho. Esta é uma jornada para retornar à essência, encontrar a si mesmo, crescer junto e realizar sonhos. Palavras-chave: renascimento, leveza dos anos, cotidiano, campo, juventude, sonhos, amizade, tranquilidade, leitura
No entardecer, à beira-mar.
As ondas acariciavam suavemente a areia fina e macia, cada toque trazendo consigo miríades de bolhas delicadas, que logo se desfaziam silenciosamente, deixando atrás de si finas trilhas de umidade. Entre essas trilhas, não faltavam pequenos caranguejos agitados, que, após serem lançados à praia, corriam apressados em direção a esconderijos, enterrando-se novamente na areia.
Esses pequenos animais, conhecidos como caranguejos-de-areia, são encantadores, ousados e, ao mesmo tempo, assustadiços, pouco maiores que uma unha. Quando criança, era comum capturá-los para criar em potes de vidro, bastava colocar um pouco de areia úmida do mar, e assim eles sobreviviam por muito tempo.
Contudo, hoje, o objetivo de Fang Wei não era caçar esses pequeninos.
Com uma vara de pesca em mãos, cebou o anzol e, de maneira hábil, lançou-o de volta ao mar, fixando o olhar atento sobre a superfície reluzente das águas, onde, bem no centro de sua visão, o flutuador balançava ao sabor da brisa marítima.
De vez em quando, seu olhar de soslaio recaía sobre a garota que surfava não muito distante; se não estava enganado, aquela era provavelmente a trigésima oitava queda desastrada dela no mar só naquela tarde.
Para um iniciante no surfe, a manhã é, sem dúvida, o melhor momento para praticar, já que as ondas são mais suaves e o vento menos traiçoeiro.
Mas Xú Cailin, obstinada e apaixonada pelo desafio, não se importava com esses detalhes.
Talvez fosse porque as férias de verão estavam prestes a terminar e, movida por um desej